O que é o monopólio de consumidores?
É um tipo de negócio que a longo prazo oferece largas garantias de retorno de capital. Este tipo de negócio subdivide se em dois: os do tipo “portagem da ponte”, ou seja, o consumidor se pretende atravessar a ponte terá de pagar a portagem imposta pelo concessionário, e os de monopólio propriamente ditos em que o mercado é contolado por uma dada empresa. Os consumidores não têm poder de escolha.
A Coca-Cola e o tabaco Marlboro, são exemplos concretos do monopólio de consumidores. São marcas insubstituíveis e que criam valor perante consumidores que pagam o preço que lhes é pedido em troca do produto.
Como identificar um negócio deste tipo?
Lucros estáveis, o consumidor é fiel à marca que comercializa o produto e portanto, o produtor pode aumentar a margem de lucro. Estes são só alguns factores que demonstram como se pode identificar um negócio deste tipo.
A BRISA enquadra-se na perfeição nas empresas do tipo "portagem da ponte". Gere as vias mais movimentadas do país e tem milhares de pessoas diariamente a passar nas suas portagens. Não têm escolha.
Outro tipo de empresa a considerar é a Coca Cola que já referimos. Vende-se em todo o lado, é apreciada por todos e o seu processo de fabrico é segredo. Assim o seu fabricante pode garantir que tem um produto original e os consumidores deste mesmo produto terão que pagar o preço que lhes for imposto.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Negócio de produtos
Warren Buffett classifica os tipos de negócio de acordo com duas designações: negócio de produtos e monopólio de consumidores.
O que é o negócio de produtos?
Dos dois é o que se estima que produza menos resultados pois o preço a que os produtos são vendidos é o único factor que importa na decisão de compra por parte do consumidor.
Fabricantes têxteis, empresas petrolíferas, produtores de alimentos são exemplos chave deste tipo de negócio. As pessoas compram o arroz mais barato, a gasolina mais barata, a roupa mais acessível.
Como identificar um negócio deste tipo?
Reduzida margem de lucro: A concorrência através do preço leva a que uma empresa baixe o preço dos seus produtos.
Ausência da fidelidade a marcas: se a marca do produto em questão não lhe diz nada então é um indicador de que estamos perante este tipo de negócio.
Presença de múltiplos produtores: Quando há mais que um produtor a fabricar o mesmo produto, isto gera concorrência, os preços baixam e as margem de lucro são reduzidas.
Lucros instáveis: Padrões de sobe e desce nos lucros por acção dos últimos 10 anos.
Se a empresa que analisa se enquadra nestes padrões então a empresa não lhe trará lucros excepcionais a longo prazo.
Podemos dar aqui o exemplo do serviço de Internet. Se o serviço da PT é excepcional mas o da Clix (SONAE) é mais barato então um cliente escolherá certamente o da Clix. São apenas exemplos de um serviço prestado pela empresa e não representam uma análise à empresa uma vez que a sua actividade não se resume a isto. De qualquer forma é este o tipo de raciocínio a aplicar na análise de uma empresa.
O que é o negócio de produtos?
Dos dois é o que se estima que produza menos resultados pois o preço a que os produtos são vendidos é o único factor que importa na decisão de compra por parte do consumidor.
Fabricantes têxteis, empresas petrolíferas, produtores de alimentos são exemplos chave deste tipo de negócio. As pessoas compram o arroz mais barato, a gasolina mais barata, a roupa mais acessível.
Como identificar um negócio deste tipo?
Reduzida margem de lucro: A concorrência através do preço leva a que uma empresa baixe o preço dos seus produtos.
Ausência da fidelidade a marcas: se a marca do produto em questão não lhe diz nada então é um indicador de que estamos perante este tipo de negócio.
Presença de múltiplos produtores: Quando há mais que um produtor a fabricar o mesmo produto, isto gera concorrência, os preços baixam e as margem de lucro são reduzidas.
Lucros instáveis: Padrões de sobe e desce nos lucros por acção dos últimos 10 anos.
Se a empresa que analisa se enquadra nestes padrões então a empresa não lhe trará lucros excepcionais a longo prazo.
Podemos dar aqui o exemplo do serviço de Internet. Se o serviço da PT é excepcional mas o da Clix (SONAE) é mais barato então um cliente escolherá certamente o da Clix. São apenas exemplos de um serviço prestado pela empresa e não representam uma análise à empresa uma vez que a sua actividade não se resume a isto. De qualquer forma é este o tipo de raciocínio a aplicar na análise de uma empresa.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Capital Expenditure
Quando usamos o DCF para avaliar uma empresa como o WMT (Wal-Mart), o CapEx normalmente é igual ou superior ao dinheiro das operações, dando um valor dos "Owner Earnings" errado, como resolver o problema?
De facto, calculando os “Owner Earnings” ou mesmo o “Free Cash Flow” em empresas de retalho (por exemplo), o CapEx é bastante elevado devido ao dinheiro investido no crescimento do negocio (compras de lojas, construção de lojas, etc).
A solução é separar o dinheiro necessário para manter as operações e no crescimento das operações e usar como CapEx, apenas o dinheiro usado para manter as operações.
Como distinguir?
Esta é a pergunta chave, como saber qual a parte de dinheiro usada para manter e usada para crescer?
Ás vezes, a empresa informa no seu relatório anual o dinheiro usado para ambas, mas muitas delas normalmente não dizem.
Poderíamos concluir que se não há a informação que necessitamos, então passamos para a próxima empresa e esquecemos esta, ou podemos olhar para o CapEx dos últimos 10 anos e ver se é consistente, no caso de ser, provavelmente é dinheiro usado para manter as operações, ou então se o CapEx sobe repentinamente pode significar que foi usado nesse ano dinheiro para expandir a empresa e o resto é dinheiro de manutenção das operações.
Normalmente quando há duvidas nos cálculos, a solução é esquecer e passar á frente.
De facto, calculando os “Owner Earnings” ou mesmo o “Free Cash Flow” em empresas de retalho (por exemplo), o CapEx é bastante elevado devido ao dinheiro investido no crescimento do negocio (compras de lojas, construção de lojas, etc).
A solução é separar o dinheiro necessário para manter as operações e no crescimento das operações e usar como CapEx, apenas o dinheiro usado para manter as operações.
Como distinguir?
Esta é a pergunta chave, como saber qual a parte de dinheiro usada para manter e usada para crescer?
Ás vezes, a empresa informa no seu relatório anual o dinheiro usado para ambas, mas muitas delas normalmente não dizem.
Poderíamos concluir que se não há a informação que necessitamos, então passamos para a próxima empresa e esquecemos esta, ou podemos olhar para o CapEx dos últimos 10 anos e ver se é consistente, no caso de ser, provavelmente é dinheiro usado para manter as operações, ou então se o CapEx sobe repentinamente pode significar que foi usado nesse ano dinheiro para expandir a empresa e o resto é dinheiro de manutenção das operações.
Normalmente quando há duvidas nos cálculos, a solução é esquecer e passar á frente.
Critérios Indispensáveis
Nestes tempos de grande volatilidade é sempre importante nunca esquecer olhar para as finanças da empresa, independentemente de ter descido 10%,20% ou 90%.
Estes critérios devem ser sempre examinados e estudados.
1.Return On Equity (ROE)
Empresas que possuem qualquer tipo de vantagem competitiva possuem um ROE
superior a 12% durante longos períodos de tempo.
É sempre bom investir em empresas que possuam um ROE superior á industria.
2.Return On Capital (ROC)
Certas empresas diminuem o seu capital próprio de modo a aumentar o seu ROE, logo é sempre importante olhar para o ROC.
O que procuramos é empresas com um ROE superior a 12% e um ROC superior a 12%.
Para empresas do sector financeiro que pedem dinheiro a 5% e emprestam a 6%, o seu ROC é obviamente quase nulo, logo em vez de ROC procuramos por ROA (Return On Assets) superiores a 1%, sendo 1.5% ou mais excelente.
3.Crescimento nos lucros por acção (EPS)
Uma empresa que nos últimos 10 anos aumentou anualmente os seus EPS e o seu negócio nada ou pouco se alterou, é quase garantido que nos próximos anos irá continuar a crescer independente do ano corrente ter sido bom ou mau (no caso de ser mau, pode ser uma boa oportunidade de investimento).
O que procuramos é empresas que os seus lucros por acção sejam consistentes nos últimos 10 anos.
4.Divida
O rácio mais usado para saber o endividamento da empresa é o Debt/Equity, convém não ser superior a 1.
Outro “truque” que funciona melhor para saber o endividamento de uma empresa é ver se a divida de longo prazo. pode ser paga em menos de 5 anos apenas com os lucros anuais. Por exemplo, se uma empresa tem uma divida de $5b e tem um lucro de $1.5b anual, pode pagar a divida em menos de 5 anos, é isto que procuramos.
Para o sector financeiro nada disto funciona, pois o negocio é emprestar e pedir dinheiro, logo tem uma grande quantidade de divida.
5.Cash From Operating Activities
Uma empresa pode apresentar lucros usando dinheiro financiado, por isso, é sempre bom confirmar que o dinheiro das operações (Cash from Operating Activies) é positivo e o dinheiro financiado (Cash from Financing Activities) é negativo.
Empresas que constantemente têm dinheiro de operações negativo e dinheiro de financiamento positivo, requerem um pouco mais de pesquisa e conhecimento.
Mais uma vez, isto não afecta o sector financeiro.
Para saber mais sobre os rácios aqui falados, ler a série de três artigos anteriores.
Estes critérios devem ser sempre examinados e estudados.
1.Return On Equity (ROE)
Empresas que possuem qualquer tipo de vantagem competitiva possuem um ROE
superior a 12% durante longos períodos de tempo.
É sempre bom investir em empresas que possuam um ROE superior á industria.
2.Return On Capital (ROC)
Certas empresas diminuem o seu capital próprio de modo a aumentar o seu ROE, logo é sempre importante olhar para o ROC.
O que procuramos é empresas com um ROE superior a 12% e um ROC superior a 12%.
Para empresas do sector financeiro que pedem dinheiro a 5% e emprestam a 6%, o seu ROC é obviamente quase nulo, logo em vez de ROC procuramos por ROA (Return On Assets) superiores a 1%, sendo 1.5% ou mais excelente.
3.Crescimento nos lucros por acção (EPS)
Uma empresa que nos últimos 10 anos aumentou anualmente os seus EPS e o seu negócio nada ou pouco se alterou, é quase garantido que nos próximos anos irá continuar a crescer independente do ano corrente ter sido bom ou mau (no caso de ser mau, pode ser uma boa oportunidade de investimento).
O que procuramos é empresas que os seus lucros por acção sejam consistentes nos últimos 10 anos.
4.Divida
O rácio mais usado para saber o endividamento da empresa é o Debt/Equity, convém não ser superior a 1.
Outro “truque” que funciona melhor para saber o endividamento de uma empresa é ver se a divida de longo prazo. pode ser paga em menos de 5 anos apenas com os lucros anuais. Por exemplo, se uma empresa tem uma divida de $5b e tem um lucro de $1.5b anual, pode pagar a divida em menos de 5 anos, é isto que procuramos.
Para o sector financeiro nada disto funciona, pois o negocio é emprestar e pedir dinheiro, logo tem uma grande quantidade de divida.
5.Cash From Operating Activities
Uma empresa pode apresentar lucros usando dinheiro financiado, por isso, é sempre bom confirmar que o dinheiro das operações (Cash from Operating Activies) é positivo e o dinheiro financiado (Cash from Financing Activities) é negativo.
Empresas que constantemente têm dinheiro de operações negativo e dinheiro de financiamento positivo, requerem um pouco mais de pesquisa e conhecimento.
Mais uma vez, isto não afecta o sector financeiro.
Para saber mais sobre os rácios aqui falados, ler a série de três artigos anteriores.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Aprender com Warren Buffett
Em Abril, Buffett comprou cerca de 40 milhões de acções da BNI a cerca de $80, passado uns tempos, a acção subiu cerca de 10%, tornando isso um preço demasiado alto para Warren Buffett.
Devido aos problemas recentes, o preço voltou aos $80, dando a Buffett a oportunidade de aumentar a participação na empresa, comprando 1.62 milhões de acções.
O que podemos aprender desta compra?
Quando se sabe o valor de uma empresa, o que queremos é comprar o mais barato possível, por isso, sempre que é feita uma compra com uma boa margem de segurança e o preço baixar ainda mais, não há razão para se preocupar mas sim para ficar contente e aumentar mais a sua participação, se o preço era bom a $10 não é melhor a $8 ou $9?
Devido aos problemas recentes, o preço voltou aos $80, dando a Buffett a oportunidade de aumentar a participação na empresa, comprando 1.62 milhões de acções.
O que podemos aprender desta compra?
Quando se sabe o valor de uma empresa, o que queremos é comprar o mais barato possível, por isso, sempre que é feita uma compra com uma boa margem de segurança e o preço baixar ainda mais, não há razão para se preocupar mas sim para ficar contente e aumentar mais a sua participação, se o preço era bom a $10 não é melhor a $8 ou $9?
domingo, 5 de agosto de 2007
O que anda Buffett a comprar?
Essa é a pergunta de um milhão de euros, saber o que anda Warren Buffett a comprar.
Como a lista de compras do ultimo trimeste está a sair, está a ser feito a pergunta aos leitores do gurufocus. Apenas tem de dizer o que Buffett comprou nestes meses, se acertar ganha um livro escolhido entre vários livros de investimento.
Boa sorte.
Como a lista de compras do ultimo trimeste está a sair, está a ser feito a pergunta aos leitores do gurufocus. Apenas tem de dizer o que Buffett comprou nestes meses, se acertar ganha um livro escolhido entre vários livros de investimento.
Boa sorte.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Oitava maravilha do Mundo
“The most powerful force in the universe is compound interest”. Albert Einstein
Sabia que 500 euros depositados todos os anos com um retorno de 25% durante 27 anos = mais de 1 milhão de euros?
É isso mesmo, embora pareça óbvio, maior parte dos investidores não dá conta de quão importante "Compound Interst" é.
A regra do 72
De modo a facilitar as contas de capitalização na sua cabeça, existe uma regra que é chamada "The rule of 72".
A regra do 72 simplesmente diz quanto tempo demora o dinheiro a duplicar a uma determinada taxa de retorno.
Como funciona?
Simples, digamos que tem um investimento que dá 8% anualmente, se dividir 72/8 = 9, ou seja, demora 9 anos a duplicar o dinheiro inicial a uma taxa de 8%.
A título de curiosidade, fica aqui uma lista dos retornos dos principais investidores do nosso tempo.
* 29% for 37 yrs. - George Soros
* 21% for 40 yrs. - Warren Buffett
* 29% for 18 yrs. - Eddie Lampert
* 29% for 18 yrs. - Peter Lynch
* 24% for 13 yrs. - Jim Cramer
* 15% for 20 yrs. - Benjamin Graham
Sabia que 500 euros depositados todos os anos com um retorno de 25% durante 27 anos = mais de 1 milhão de euros?
É isso mesmo, embora pareça óbvio, maior parte dos investidores não dá conta de quão importante "Compound Interst" é.
A regra do 72
De modo a facilitar as contas de capitalização na sua cabeça, existe uma regra que é chamada "The rule of 72".
A regra do 72 simplesmente diz quanto tempo demora o dinheiro a duplicar a uma determinada taxa de retorno.
Como funciona?
Simples, digamos que tem um investimento que dá 8% anualmente, se dividir 72/8 = 9, ou seja, demora 9 anos a duplicar o dinheiro inicial a uma taxa de 8%.
A título de curiosidade, fica aqui uma lista dos retornos dos principais investidores do nosso tempo.
* 29% for 37 yrs. - George Soros
* 21% for 40 yrs. - Warren Buffett
* 29% for 18 yrs. - Eddie Lampert
* 29% for 18 yrs. - Peter Lynch
* 24% for 13 yrs. - Jim Cramer
* 15% for 20 yrs. - Benjamin Graham
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Entrevista a Warren Buffett

Á uns dias atrás, Brian Sullivan do Bloomberg fez uma pequena entrevista de 12 minutos a Warren Buffett. Na entrevista, Warren fala do seu leilão no Ebay para um almoço, na sua relação com Glide Foundation e nos seus planos para doar as acções á caridade.
O vídeo pode ser encontrado no lado direito desta página.
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