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sábado, 27 de outubro de 2007

Leituras para tempos complicados

Benjamin Graham, o famoso professor de Warren Buffet que é considerado o maior investidor do mundo escreveu o livro The Intelligent Investor á mais de 50 anos atrás, Warren Buffett ainda hoje diz que é o melhor livro de investimentos de todos os tempos e agora que saíu uma versão gratuita na Net penso que todos os investidores o deviam ler.

The Intelligent Investor

Este continua a ser o MELHOR livro sobre o tema, é aconselhável a todos os investidores o lerem. Poderá ser o unico livro que terão de ler.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Conselho a um jovem de 21 anos

O artigo a seguir é baseado num artigo escrito por Warren Boroson para responder a um jovem que lhe pediu uma recomendação de fundos para investimento de longo prazo. O jovem de 21 anos tinha $15,000 para investir.

Responder a uma pergunta destas é difícil e não o podemos fazer sem antes responder primeiro às seguintes questões:

• Tem um seguro adequado? – Seguro de saúde, de vida (se alguém depende dessa pessoa), de casa (caso tenha uma)..

• Tem um fundo de emergência? – Dinheiro extra que possa cobrir uma perda de emprego repentina ou uma despesa de saúde inesperada?

• Tem um trabalho seguro ou uma fonte de rendimento segura? Algo que possa diminuir a probabilidade de recorrer ao fundo de emergência.

• Pretende seguir o portofólio atentamente ou não? Se não planeia acompanhar tudo de perto é melhor entregar o seu dinheiro a um gestor ou subscrever uma newsletter que forneça um portofolio modelo (Morningstar, por exemplo).

• Está acostumado à volatilidade natural dos mercados? Ou ficará em pânico se os $15,000 se transformarem em 14,500? Qual a tolerância da pessoa ao risco?

Então, a resposta à questão inicial varia bastante e vai desde um fundo mais conservativo, até um mais agressivo.

A Morningstar disponibiliza um rating dos fundos, o que é um bom ponto de partida para uma pesquisa mais selectiva. Com esse montante pode constituir-se um portofolio diversificado, mas o mais importante a reter, é o facto de não devermos sobrepor os nossos investimentos às necessidades que todos nós temos.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Avaliar Entidades Financeiras - Parte I

O sector financeiro tem sido "ameaçado" por problemas de crédito, fazendo empresas financeiras perderem parte da sua capitalização bolsista, muitas vezes em nada alterado o real valor da empresa.

Com este artigo, a ideia é conseguir calcular o valor de um banco que esteja em crescimento estável. Como é bastante difícil inserir as fórmulas de modo compreensível no blog, vai ser explicado usando um exemplo da Citigroup.

Avaliação usando o "Dividend Discount Model" - Citigroup

- Em 2006 a Citigroup teve um Payout Ratio de 47.00%, com um crescimento de 5% anual, podemos tirar a média de 60% para os próximos anos.
- O ROE é de 17.86%
- Devido ao seu tamanho e aos problemas competitivos que enfrenta, vamos assumir que o seu crescimento vai ser estável nos próximos anos de 5%.
- Os resultados esperados para 2007 são de 23,045$M.
- Vamos assumir que o retorno desejado é de 10% e o beta é de 1.00.

Tendo os dados todos em cima, vamos á avaliação:

Valor do Citigroup = ((Resultados esperados)(1 + Crescimento na perpetuidade)(Payout Ratio))/ (Retorno desejado - Crescimento na perpetuidade)

Dando o valor de: 23045*1.05*0.60 / (0.1 - 0.05) = 290,367$M

Nunca esqueçer da margem de segurança de 25%, logo o preço ideal para comprar o Citigroup é de: 217,775$M

Se as contas estiverem bem feitas, podemos concluir que a Citigroup apesar de uma descida de 15% desde o inicio do ano continua com uma margem de segurança inferior ao desejado.

Esta é uma das melhores maneiras de avaliar bancos com crescimento estável (normalmente bancos que já possuam um valor bastante elevado que seja dificil crescer muito mais, bancos regionais, etc).

Nos próximos dias vão ser colocados artigos de outras maneiras de calcular o valor de empresas financeiras, não esquecer que o cálculo usando o método do DCF pode ser complicado neste sector.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O que fazer durante uma correcção! (parte 2)

4. Se a correcção continuar, comportarmo-nos calmamente e estabelecer novas posições incompletas é uma boa estratégia. Devemos esperar por um declínio curto mas prepararmo-nos para um longo. O fluxo de dinheiro é bem vindo. Sempre que tenhamos ganhos satisfatórios devemos vender a posição e esperar por melhores dias e melhores oportunidades.

5. Devemos estar fora dos mercados enquanto o mercado está a corrigir: diminui o sentimento de pânico. Como o nosso dinheiro continua intocável, a mudança nos mercados é apenas uma alteração percentual.

6. Identificar novas oportunidades de compra usando um conjunto de regras consistentes é uma forma de saber sempre defender se da propaganda e das ideias alheias. Concentre-se no valor e deixe de parte o risco.

7. Examine a performance do seu portofolio: tenha em mente os seus objectivos de investimento e não corra riscos desnecessários. Espere que a tempestade passe! Depois da tempestade vem a bonança.

As correcções variam na profundidade e na duração. As curtas e profundas são as mais desejadas. Longas e lentas são mais difíceis de tratar. No entanto não podemos fugir destes momentos.

Actualmente os mercados estão bastante vulneráveis e é importante ter estes pontos em mente. O importante é saber aceitar estes momentos com naturalidade.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Comprar barato e vender caro

Nunca é demais relembrar que todas as empresas têm um “valor intrínseco” (uma medida de quanto a empresa vale na realidade). Comprar barato equivale a comprar abaixo desse valor.

Mas isto não é suficiente, é necessário também uma margem de segurança já discutida anteriormente para nos garantir que o nosso investimento é seguro e que há uma probabilidade enorme de a acção se aproximar do seu valor intrínseco.

Logicamente, se uma empresa abaixo do seu valor intrínseco é uma boa oportunidade de compra, então uma empresa que se apresente acima do seu valor intrínseco poderá ser uma boa oportunidade de venda.

Esta era uma estratégia utilizada por Graham que gostava de comprar negócios que se encontrassem em saldo. Comprar barato e vender caro é, analisando à letra o significado da expressão, exactamente isto: comprar qualquer coisa a um preço inferior ao seu valor e vender a um preço superior.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Como saber?

Como saber se uma empresa tem o monopólio ou não, é uma pergunta que muitas duvidas trás a todos.

Existem vários empresas que todos os anos publicam as 100 melhores marcas do mundo. Isso é um bom ponto de partida, as empresas em que Warren E. Buffett investe, estão quase todas nessas listas.

Deixamos aqui a lista de 2007 da Interbrand e da Brandz.

Qualquer empresa que figure no Top 100 durante vários anos, é garantido que tem um grande monopólio de consumidores.

Para ver a lista de 2006, clique aqui.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Á procura de ideias?

Grandes ideias são sempre difíceis de encontrar. Paciência é um bem essencial para um investidor de sucesso, enquanto se espera por uma grande ideia é sempre bom ter lugares por onde procurar.

Pabrai, um dos melhores investidores do nosso tempo, disse o seguinte numa entrevista:

"The No. 1 skill that a successful investor needs is patience. You need to let the game come to you. My steady-state modus operandi is to assume that I'm just a gentleman of leisure, and that I'm not in the investment business. If something looks so compelling that it screams out at me, saying "Buy me!!," I then do a drill-down. Otherwise, I'm just reading for reading's sake. So, I scan a few sources and usually can find something scream out at me a few times a year. These sources(in no particular order) are:

1. 52-Week Lows on the NYSE (published daily in The Wall Street Journal and weekly in Barron's)
2. Value Line (look at their various "bottoms lists" weekly)
3. Outstanding Investor Digest (www.oid.com)
4. Value Investor Insight (www.valueinvestorinsight.com)
5. Portfolio Reports (from the folks who put out OID)
6. The Wall Street Journal
7. Financial Times
8. Barron's
9. Forbes
10. Fortune
11. BusinessWeek
12. The Sunday New York Times
13. The Value Investors' Club (www.valueinvestorsclub.com)
14. Magic Formula (www.magicformulainvesting.com)
15. Guru Focus (www.gurufocus.com)"


Esta lista de 15 sites são o lugar ideal para ir esperando por uma ideia, mais tarde ou mais cedo ela aparecerá. Com a leitura constante dos jornais, seguir o que os gurus compram e análises de profissionais, é muito mais fácil encontrar a empresa certa, depois é só esperar pela altura certa.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Preparar o Futuro

Uma estatística divulgada recentemente nos Estados Unidos releva o seguinte:

• 36% das mulheres estão preocupadas seriamente com facto de se aposentarem (contra 29% dos homens).
• 48% dos homens dizem estar bem preparados para se aposentarem (contra 36% das mulheres).
• No último ano, 49% das mulheres dizem ter guardado apenas 5% dos seus rendimentos.
• A percentagem de mulheres que tem conta numa correctora é de 41% contra 55% no que toca a homens.

Estes são só algumas das estatísticas efectuadas, e a situação é deprimente. Certamente que os resultados não seriam melhores no nosso país, antes pelo contrário.

O que fazer?

O primeiro passo consiste em gastar menos. A nossa vida não seria seriamente afectada se cortássemos alguns gastos supérfluos. É preciso guardar e investir o dinheiro antes que a oportunidade de o gastar apareça.

Ter sempre um "pé de meia" para qualquer problema inesperado.

Depois há que ser eficiente e investir o dinheiro por forma a tornar os investimentos rentáveis.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Análise ao PSI



Após este período de volatilidade, achámos importante relembrar este quadro (agora actualizado) com os PERs de grande parte das empresas do PSI20.

Que conclusões tiramos?

Mesmo após uma grande queda, os PERs continuam bastante elevados, não só para os resultados de 2006 mas também para os resultados esperados de 2007 e 2008 (Forward PE).

O mercado sem duvida está caro (muitos podem dizer que em comparação com a empresa X ou Y de outro mercado, está barato. Isso não é verdade, lá por estar mais "barata" não significa que esteja realmente barata.), com PERs bastante superiores a 15 é a prova disso, inferior a 15 é melhor, perto de 10 é o ideal.

Não esquecer que o PER nem de perto nem de longe deve ser a unica maneira de avaliar uma empresa, apenas podemos tirar conclusões gerais. Com isto não quero dizer que o mercado vai descer (não há aqui adivinhos), mas é um aviso para os investidores estarem atentos.

Nota: Para obter informação sobre alguns dos rácios vulgarmente utilizados em análises a empresas consulte: Parte1, Parte2, Parte3.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Capital Expenditure

Quando usamos o DCF para avaliar uma empresa como o WMT (Wal-Mart), o CapEx normalmente é igual ou superior ao dinheiro das operações, dando um valor dos "Owner Earnings" errado, como resolver o problema?

De facto, calculando os “Owner Earnings” ou mesmo o “Free Cash Flow” em empresas de retalho (por exemplo), o CapEx é bastante elevado devido ao dinheiro investido no crescimento do negocio (compras de lojas, construção de lojas, etc).

A solução é separar o dinheiro necessário para manter as operações e no crescimento das operações e usar como CapEx, apenas o dinheiro usado para manter as operações.

Como distinguir?

Esta é a pergunta chave, como saber qual a parte de dinheiro usada para manter e usada para crescer?

Ás vezes, a empresa informa no seu relatório anual o dinheiro usado para ambas, mas muitas delas normalmente não dizem.

Poderíamos concluir que se não há a informação que necessitamos, então passamos para a próxima empresa e esquecemos esta, ou podemos olhar para o CapEx dos últimos 10 anos e ver se é consistente, no caso de ser, provavelmente é dinheiro usado para manter as operações, ou então se o CapEx sobe repentinamente pode significar que foi usado nesse ano dinheiro para expandir a empresa e o resto é dinheiro de manutenção das operações.

Normalmente quando há duvidas nos cálculos, a solução é esquecer e passar á frente.

Critérios Indispensáveis

Nestes tempos de grande volatilidade é sempre importante nunca esquecer olhar para as finanças da empresa, independentemente de ter descido 10%,20% ou 90%.

Estes critérios devem ser sempre examinados e estudados.

1.Return On Equity (ROE)

Empresas que possuem qualquer tipo de vantagem competitiva possuem um ROE
superior a 12% durante longos períodos de tempo.

É sempre bom investir em empresas que possuam um ROE superior á industria.

2.Return On Capital (ROC)

Certas empresas diminuem o seu capital próprio de modo a aumentar o seu ROE, logo é sempre importante olhar para o ROC.

O que procuramos é empresas com um ROE superior a 12% e um ROC superior a 12%.
Para empresas do sector financeiro que pedem dinheiro a 5% e emprestam a 6%, o seu ROC é obviamente quase nulo, logo em vez de ROC procuramos por ROA (Return On Assets) superiores a 1%, sendo 1.5% ou mais excelente.

3.Crescimento nos lucros por acção (EPS)

Uma empresa que nos últimos 10 anos aumentou anualmente os seus EPS e o seu negócio nada ou pouco se alterou, é quase garantido que nos próximos anos irá continuar a crescer independente do ano corrente ter sido bom ou mau (no caso de ser mau, pode ser uma boa oportunidade de investimento).

O que procuramos é empresas que os seus lucros por acção sejam consistentes nos últimos 10 anos.

4.Divida

O rácio mais usado para saber o endividamento da empresa é o Debt/Equity, convém não ser superior a 1.

Outro “truque” que funciona melhor para saber o endividamento de uma empresa é ver se a divida de longo prazo. pode ser paga em menos de 5 anos apenas com os lucros anuais. Por exemplo, se uma empresa tem uma divida de $5b e tem um lucro de $1.5b anual, pode pagar a divida em menos de 5 anos, é isto que procuramos.

Para o sector financeiro nada disto funciona, pois o negocio é emprestar e pedir dinheiro, logo tem uma grande quantidade de divida.

5.Cash From Operating Activities

Uma empresa pode apresentar lucros usando dinheiro financiado, por isso, é sempre bom confirmar que o dinheiro das operações (Cash from Operating Activies) é positivo e o dinheiro financiado (Cash from Financing Activities) é negativo.

Empresas que constantemente têm dinheiro de operações negativo e dinheiro de financiamento positivo, requerem um pouco mais de pesquisa e conhecimento.

Mais uma vez, isto não afecta o sector financeiro.


Para saber mais sobre os rácios aqui falados, ler a série de três artigos anteriores.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Institutional Ownership

Alguns dos rácios colocados nos posts anteriores estão já calculados no google finance.
Mas há também um campo no google finance, que aparece por cima dos gráficos de cada empresa, é referenciado com o nome “ inst. own” e está sob a forma de percentagem.

O que significa este campo?
Este campo representa a percentagem de acções da empresa em causa que pertencem a instituições (bancos, estão aplicadas em fundos de investimento..).

Como devemos interpretar o valor?
Quanto maior este valor mais facilmente a acção será manipulada, no caso de alguma das instituições vender os seus activos. Isto acontece porque estas instituições financeiras têm grandes participações de capital nestas empresas.

Quando, por qualquer motivo se toma uma decisão de venda, o número de acções a ser posto à venda é elevado, o que pode fazer com que o preço desça. Há ainda que considerar que a decisão de venda por parte de uma destas instituições provoca nos pequenos investidores um sentimento de pessimismo em relação à empresa.

Tendo em conta estes dois motivos, não será vantajoso adquirir empresas com elevada percentagem das suas acções pertencentes a instituições.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Rácios - Parte 3

Dividend yield: Annual Dividends per Share/ Price per Share; É o rendimento que a empresa distribui aos seus accionistas na forma de dividendos. As empresas cujo negócio é sólido tendem a ter maiores dividendos. Como já referimos várias vezes, uma empresa que paga dividendos regularmente é segura, na medida em que o dinheiro utilizado para este fim vem dos frutos do negócio e não de qualquer empréstimo.

Return On Investment Capital: (Net Income – Dividends)/ Total Capital; É uma medida da performance, e instrumento da projecção financeira da empresa. Não é o lucro que determina se uma acção é ou não atractiva mas qual o lucro que cada unidade de moeda consegue gerar, com o negócio da empresa. E é isto que o ROIC mede, se o capital de uma empresa tem sido bem aplicado.

Return on Assets: Net Income / Total Assets; Indica-nos quão rentável é a empresa relativamente aos recursos que possui. Dá nos uma ideia da qualidade da gerência da empresa pois ajuda-nos a compreender o que a empresa consegue gerar. O valor varia de indústria para indústria pelo que é vantajoso compará-lo com o de empresas do mesmo sector. Quanto maior o valor mais rentável será a empresa.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Rácios - Parte 2

Quick Ratio: (Current Assets - Inventory) / Current Liabilities; É uma medida da liquidez de uma empresa e da capacidade que ela tem para cumprir com as suas obrigações. É um sinal que demonstra se a empresa está financeiramente forte ou debilitada. Quanto maior o valor do rácio maior será a robustez da empresa a nível financeiro.

Price/Earnings Ratio: Market Value per Share / Earnings per Share;
É a medida mais usada para avaliar se um activo está caro e representa o montante que teremos de pagar por cada unidade de moeda de ganhos da empresa. É bastante vantajoso comparar o P/E com o de outras empresas da mesma indústria e com o do mercado em geral. Quanto menor o P/E melhor será a empresa.

Profit Margin: Gross Profit / Total Sales; È útil para a comparação com empresas da mesma indústria. Quanto maior o seu valor mais rentável é a empresa e melhor é o controlo que ela tem sobre os custos, comparativamente com os seus concorrentes.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Rácios - Parte 1

Os rácios conduzem a uma análise quantitativa da informação financeira de uma empresa. São calculados com os valores mais recentes que se conhecem da empresa e são depois comparados com valores de anos anteriores, analisados isoladamente ou comparados com os de outras empresas.

Aqui fica um conjunto dos mais importantes rácios.

Book value - (Total Assets - Intangible Assets - Total Liabilities) / Outstanding Common Shares; É o valor total que cada acção vale teoricamente se a empresa fechasse. Este valor pode indicar-nos se a empresa está sobreavaliada ou não, pois se o preço de venda de uma acção está abaixo do “book value”, então a diferença entre os dois será o ganho real do investimento.

Debt/Equity: Total Liabilities / Shareholders' Equity; É importante focar que se o rácio é superior a 1 a maioria dos recursos é financiada recorrendo à divida. Investir numa empresa com um rácio desta natureza superior a 1 pode ser arriscado, especialmente em épocas em que as taxas de juro sejam crescentes, pois a divida torna-se maior.

Working Capital: Current Assets - Current Liabilities;
O resultado pode ser positivo ou negativo mas uma empresa que tenha um “working capital” positivo será melhor sucedida que uma empresa em que este valor é negativo, pois pode expandir o negócio. Comparando o “working capital” de períodos sucessivos podemos verificar facilmente se este valor é crescente. No caso de não ser, isto pode indicar-nos que algo se passa na empresa.

Current Ratio: Current Assets / Current Liabilities; Representa a capacidade que uma empresa tem para liquidar as suas responsabilidades no curto prazo. Quanto maior o rácio maior é esta capacidade, e para valores inferiores a 1 então a empresa não estará a atravessar o melhor período uma vez que a capacidade para liquidar as suas dívidas é bastante reduzida.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Fórmula de Kelly

A formula de Kelly ajuda nos a saber a percentagem do nosso portfólio que devemos investir num negócio. Esta fórmula assume que o objectivo é o investimento a longo prazo e que o crescimento esperado do negócio é positivo.

Esta fórmula tem dois componentes:
W – representa a probabilidade do trade que fazemos ter um retorno positivo.
R – Representa o total de trades bem sucedidos dividido pelo total de trades mal sucedidos.

Kelly % = W – [(1 – W) / R]

Como usar a fórmula?

Idealmente devemos aceder aos últimos 50 a 60 negócios.

Cálculo do W: dividir o número de trades que tiveram um resultado positivo pelo número total de trades. Quanto mais próximo de 1 for o resultado melhor.

Cálculo de R: Dividir a média dos ganhos dos trades positivos pela média das perdas dos trades com resultado negativos.

A fórmula devolve um valor menor que 1 que representa a percentagem do portfolio que devemos investir neste negócio. No entanto é necessário ter um pouco de bom senso e nunca investir mais de 20% (aproximadamente) num único negócio de forma a não corrermos riscos desnecessários.

Aqui fica uma calculadora que permite calcular a percentagem de Kelly.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Aprender com Warren Buffett

Em Abril, Buffett comprou cerca de 40 milhões de acções da BNI a cerca de $80, passado uns tempos, a acção subiu cerca de 10%, tornando isso um preço demasiado alto para Warren Buffett.

Devido aos problemas recentes, o preço voltou aos $80, dando a Buffett a oportunidade de aumentar a participação na empresa, comprando 1.62 milhões de acções.

O que podemos aprender desta compra?

Quando se sabe o valor de uma empresa, o que queremos é comprar o mais barato possível, por isso, sempre que é feita uma compra com uma boa margem de segurança e o preço baixar ainda mais, não há razão para se preocupar mas sim para ficar contente e aumentar mais a sua participação, se o preço era bom a $10 não é melhor a $8 ou $9?

domingo, 5 de agosto de 2007

O que anda Buffett a comprar?

Essa é a pergunta de um milhão de euros, saber o que anda Warren Buffett a comprar.

Como a lista de compras do ultimo trimeste está a sair, está a ser feito a pergunta aos leitores do gurufocus. Apenas tem de dizer o que Buffett comprou nestes meses, se acertar ganha um livro escolhido entre vários livros de investimento.

Boa sorte.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Defensivo VS Agressivo

Segundo Graham escreveu no livro The Intelligent Investor, há dois tipos de investidores, "Defensive e Enterprising". A diferença entre os dois não é a diferença de risco, mas sim o tempo que se está disposto a dispensar a esta actividade.

Segundo isto, Graham elaborou alguns critérios para ambos os tipos de investidores (lembre-se, não há meio termo, ou se é um tipo, ou outro).

Os critérios do investidor defensivo são como o próprio nome diz, mais defensivos, os do investidor agressivo são menos conservadores mas requer bastante mais trabalho.

Neste link tem explicado todos os critérios usados por Graham e informações sobre a fórmula de Graham.

Ao inserir o nome da empresa, para além de ser calculado o valor da empresa segundo a fórmula de Graham, também tem filtros para os respectivos tipos de investidores.

Com este site é bastante simples saber se é uma boa compra para o investidor defensivo ou agressivo.

Lembre-se, a diferença entre um investidor defensivo e agressivo não é o risco que correm, mas sim o tempo que é dependido. Para um investidor defensivo, comprar um pote de acções apenas de acordo com os critérios, "garante" uma rentabilidade (segundo Graham) superior ao indice, para os investidores agressivos os critérios devem ser só um ponto de partida.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Diversificar

Diversificar, surge para alguns de nós associado à ideia de termos um portfólio extenso, com um elevado número de activos. Mas muitas vezes isto pode não ser vantajoso pois os ganhos provenientes de alguns activos serão consumidos pelas perdas de outros.

Investir nas principais empresas de cada sector pode ser uma boa estratégia. Se a empresa for forte o suficiente a probabilidade do investimento ser bem sucedido é muito maior.

Perceber o negócio e saber se a empresa tem realmente capacidade de ultrapassar os problemas é também importante. Não basta a empresa ser líder de mercado ou ser conhecida. É preciso estudar se a empresa é dinâmica e tem potencial de crescimento, pois se uma empresa não se adapta às mudanças no mercado, rapidamente pode regredir e deixar de estar no topo do mercado.

Procurar o melhor preço é também um factor importante. Fazer bons negócios a bom preço, o ideal. Mesmo que uma empresa tenha um potencial de crescimento anual elevado, devemos sempre procurar o melhor preço de forma a aumentarmos também os lucros.